quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Feriado

Em dia feriado, o almoço é uma óptima altura para fortalecer laços, e fazer experiências.
Pois é, juntei-me à minha mamã e o Peixe em prata no forno do costume ficou ainda melhor ao temperar o peixe com um molho de azeite, sal e limão, coentros e alho, tudo picado junto. Por fim, antes de fechar a prata colocámos um pouco de mistura para grelhados... ficou de chorar por mais! Esta é só uma sugestão para quando não se sabe o que fazer para comer. ;) Bom feriado a todos!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Nascimento

Seis da manhã, dois dias depois de ter começado o parto induzido, as contracções apertavam. As águas tiveram que ser rebentadas porque a Maria queria tanto estar lá dentro que por pouco, ficava lá....
A mãe, sem forças, esforçava-se por respirar e fazer força só quando devia, mas estava muito complicado, mesmo com a ajuda de uma madrinha fenomenal, que, preocupada perguntava: "Achas mesmo que não aguentas mais? Que não tens mais força?" E a mãe respondia, de lábios secos, lágrimas de frustração, de medo, por ela e pela filha que aprendera a amar ao longo de nove meses, que desejava proteger e sentir no seu regaço com um sorriso: "Não, aguento mais, dois dias sem comer, não tenho mais forças!!!!"
No entanto, a mãe haveria de ter um resquício de força, um momento de lucidez no meio da loucura que vivia naquele momento, que lhe permitiu que o seu parto fosse normal, mesmo sem que esse útero que acolhera a sua princesa estivesse nas melhores condições, mesmo com a iminente possibilidade desse parto ser forçado por utensílios médicos, a mãe conseguiu privar a sua menina e a si própria, do sofrimento maior que lhes provocariam os, tantas vezes salvadores - Forceps!
E assim foi, depois de um parto bem diferente do que havia imaginado, a mãe ouviu pela primeira vez (ok, a primeira de inúmeras, infelizmente!) a sua menina chorar. Alegria, medo, alívio e paz, tantas emoções descontroladas, ao ouvir aquele choro. Um choro que se calou, quando, pela também primeira vez, aquela mãe e aquela filha se tocaram, num toque mágico, que selou o elo que só a maternidade sentida conhece. Aquele foi o encontro aguardado há tanto tempo, e talvez por isso, aquela filha, sentindo o calor da sua mãe, o calor que ainda procura constantemente, foi sentindo esse calor, que aquela filha parou de chorar, reconhecendo aquele que viria a ser, a partir desse momento, o seu refugio, o seu berço, a sua fonte de amor.
Nove anos depois, é esse amor, que lhes alivia o peso que a vida teima em colocar-lhes em cima, é esse laço que as une, que lhes dá a força para acreditarem no futuro, para por de lado orgulhos e "birras" e viverem felizes com o seu amor.
Porque...esse amor....é um amor puro, sincero e inabalável, o amor que une essa mãe, aos seus próprios pais, e estes aos deles...E esse amor....é incondicional!!!!

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Saudade de mãe


Depois de uma semana e meia, a minha veia de mãe galinha começa a dar mostras de abrandar. A minha filhotinha está quase a chegar e com ela, mais histórias (sim, não achavam que eu tinha estado uma semana e meia sem falar com ela!!!), emoções, cantigas, experiências e ensinamentos.
Ainda assim, a saudade foi apertando, e durante este tempo, foi bom perceber que a minha borboleta está cada vez mais crescida e a querer voar sozinha.
Só que os filhos são dádivas, bençãos que devem ser amadas, protegidas e compreendidas... É dever (e digo eu, direito!) de mãe, apoiar os filhos, dar-lhes espaço...tempo, sim, porque prende-los, quere-los para nós não adianta, a vida que lhes demos é deles, é a eles que compete vive-la, nós devemos viver a nossa, aproveita-la.
A vida não faz sentido sem partilha, assim, é dos maiores prazeres da vida: partilhar momentos com esses seres lindos, essas criaturas que concebemos, que cresceram no nosso ventre, por quem daríamos a vida. Por vezes sendo crianças como elas, outras, sentindo-as mais fortes que nós. E é essa força, esse laço indescritível, que jamais conseguirei explicar, que me preenche, que me ocupa os espaços vazios e me faz querer ter a minha menina (sim, há-de ser sempre a minha menina!) de volta...

terça-feira, 13 de julho de 2010

As voltas da vida

Sei que tenho andado afastada, mas há uma boa razão, a sério que há! O meu novo trabalho, a corrida de carros que transforma a minha vida numa minúscula garagem que eu nem consigo utilizar por ter lá tanta tralha!

Embora a minha grande paixão seja a escrita, tenho que reconhecer que o números me conquistaram: saber os km que um carro faz, a gastar quanto, por onde anda e todas as despesas que dá, é hoje o meu dia-a-dia. Mas eu adoro!

Por entre esta correria constante, mal tenho tempo para todos os que amo, e por isso sei que terei que abrandar...Um dia!!!

Quem me conhece, sebe o quanto adoro a tranquilidade transmitida pelo mar ao pôr-do-sol, mas reconhece-me também como sendo uma pessoa que parece andar sempre a correr: no trabalho, no fim de semana, a Teresa anda sempre a correr, seja lá para onde for!

No entanto, este trabalho está a dar-me cada vez menos tempo para fazer o que gosto, e isso deixa-me ansiosa.

Sei que, muitas vezes a nossa vida parece uma volta de carrinhos de choque, em que, sem que esperemos, alguém nos bate e se afasta a sorrir e nós temos a tentação de lá ir e fazer exactamente o mesmo, porque essa é a diversão! Mas tal como nos carrinhos de choque, devemos é desfrutar ao máximo da volta, antes que ela acabe!

Aqui estou eu, depois de tantos anos de vida, a sorrir como sorria com um ano de idade e ao dar os primeiros passos todos os que me rodeavam me incentivavam a continuar, a sorrir como sorri no dia em que o ser lindo que dei à luz parou de chorar quando encontrou o calor aconchegante do meu peito de mãe, a sorrir porque só assim serei eu!

A vida só vale a pena se a soubermos aproveitar, eu faço por isso!

O Carnaval

Pois é! Como qualquer mãe que se preze (até uma que não goste do Carnaval como eu!) amanhã é dia de preparar a minha princesa para ir para a escola mascarada.

Sim, este ano comecei por dizer que não a ía mascarar, que odeio o Carnaval e pronto! que não há lógica nenhuma em tornar as nossas crianças imperfeitas (mas NOSSAS!) em crianças mascaradas muitas vezes de coisas que elas sonham ser, ou por outro lado, de qualquer coisa da TV que eles adoram e nós não achamos piada nenhuma! Mas rendi-me!

Depois de muita insistência da Maria e do meu namorado (que ajudou à festa!) e só depois de saber que os coleguinhas da Maria íam ter direito a um desfile de Carnaval, lá me convenci de que tinha que lhe arranjar um fato...

Num dia à hora de almoço, passei por algumas lojas com fatos Carnavalescos e nenhum parecia agradar (os que eu achava alguma graça não havia o tamanho dela e os fatos para a idade dela não me convenciam! )

Foi então que passei em revista alguns fatos de uma outra loja e, surpreendentemente vi o fato ideal para a Maria: Branca de Neve!

A menina doce, sensível, meiga e atenciosa para com os outros era o retrato perfeito para a minha filhota linda! (E não era mau que dormisse durante anos, para não ter sofrer os horrores da adolescência!)

Mas enfim: vencida, mas não convencida! Espero que no próximo ano a Maria já se sinta "crescida" demais para brincar a estas coisas que despertam em nós a criança que todos temos e que nunca devemos deixar adormecer!

A maternidade

Pois é, parece que florescem boas notícias de amigas grávidas à minha volta. Para mim, que já sou mãe, recordo por esta altura com imensa saudade, cada sensação vivida desde o início da gravidez até aos primeiros meses de vida da minha filhota linda. As angústias, os medos, as alegrias, as desilusões, cada emoção vivida em comunhão com os que me rodeavam. A maternidade ( e quanto a mim a paternidade também) é um estado que não tem volta, uma vez mãe, para sempre mãe e isso faz toda a diferença! É muito saboroso ver a alegria destas futuras mamãs, as suas preocupações, as suas ansiedades... Cada uma de nós é única e desta forma vivemos a emoção da maternidade de maneiras diferentes, mas uma coisa é certa: depois de engravidar nenhuma das minhas amigas voltará a ser a mesma! Quanto a mim, com tanta grávida à minha volta, fico feliz, muito feliz por saber que as minhas amigas se sentem cada vez mais felizes e realizadas. Eventualmente um dia mais tarde, voltará a ser a minha vez. Enquanto isso não acontece vou acompanhando de perto a benção que é a maternidade!