
Depois de uma semana e meia, a minha veia de mãe galinha começa a dar mostras de abrandar. A minha filhotinha está quase a chegar e com ela, mais histórias (sim, não achavam que eu tinha estado uma semana e meia sem falar com ela!!!), emoções, cantigas, experiências e ensinamentos.
Ainda assim, a saudade foi apertando, e durante este tempo, foi bom perceber que a minha borboleta está cada vez mais crescida e a querer voar sozinha.
Só que os filhos são dádivas, bençãos que devem ser amadas, protegidas e compreendidas... É dever (e digo eu, direito!) de mãe, apoiar os filhos, dar-lhes espaço...tempo, sim, porque prende-los, quere-los para nós não adianta, a vida que lhes demos é deles, é a eles que compete vive-la, nós devemos viver a nossa, aproveita-la.
A vida não faz sentido sem partilha, assim, é dos maiores prazeres da vida: partilhar momentos com esses seres lindos, essas criaturas que concebemos, que cresceram no nosso ventre, por quem daríamos a vida. Por vezes sendo crianças como elas, outras, sentindo-as mais fortes que nós. E é essa força, esse laço indescritível, que jamais conseguirei explicar, que me preenche, que me ocupa os espaços vazios e me faz querer ter a minha menina (sim, há-de ser sempre a minha menina!) de volta...
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